Jovens com deficiência mostram que servir vai além das limitações
Servir pode assumir formas diferentes, e para muitos jovens adultos com deficiência, isso não diminui o impacto, pelo contrário, torna ainda mais significativo.
É o caso de Angela Packard, uma jovem adulta do Texas que vive com paralisia cerebral, deficiência intelectual e miastenia gravis. Mesmo enfrentando desafios diários, ela participa ativamente de sua ala, já tendo servido na presidência da Sociedade de Socorro e atualmente ajudando como professora substituta na Primária.
Para ela, o desejo de servir não é um esforço, mas um presente:
“É um dom do Pai Celestial que Ele me deu.”
Sua mãe destaca como a Igreja tem sido um espaço onde Angela pode crescer, contribuir e se sentir incluída: um lugar onde ela realmente “pode voar” e fazer a diferença na vida de outras pessoas.

Servir é um privilégio
Outro exemplo é o Élder Ashton Curtis, missionário de serviço no Arizona, que tem autismo e não se comunica verbalmente. Durante anos, ele não conseguia se expressar até aprender a usar um quadro de letras — algo que, segundo sua mãe, “desbloqueou” sua mente.
Assim que conseguiu se comunicar, seus primeiros desejos foram claros: ser batizado e servir uma missão.
Hoje, ele serve em projetos comunitários, como um banco de alimentos e organizações que ajudam crianças em acolhimento. Ele também ajuda outras pessoas não verbais a aprenderem a se comunicar.
Sua perspectiva sobre limitações é poderosa:
“As pessoas veem limites em indivíduos autistas, mas eu me despeço deles com orgulho.”
E ele resume sua experiência com simplicidade e fé:
“Servir uma missão é um privilégio e uma bênção.”
Talentos que abençoam outras pessoas
Para Dakotah Simmons, servir significa usar sua criatividade. Ela contribui em sua ala decorando murais e quadros com mensagens e desenhos, algo que conecta seu chamado com um talento que ela desenvolve desde a infância.
Mesmo com limitações, como não poder dirigir, ela encontra maneiras de cumprir seu ministério com ajuda de sua companheira.
Sobre servir, ela compartilha:
“É muito bom me sentir incluída ajudando outras pessoas. Parece que faço parte de uma comunidade.”
Sua mãe destaca não apenas a inclusão, mas o crescimento pessoal que ela tem experimentado dentro da Igreja.

Música como forma de servir
O Élder Nathan Smith, missionário com espinha bífida, encontrou na música sua forma de servir. Ele organiza atividades musicais em um lar de idosos e até adapta jogos para que todos possam participar, inclusive pessoas com mobilidade reduzida.
Ele descreve sua missão de forma simples:
“Eu sirvo compartilhando meu amor por músicas que elevam.”
Seus pais testemunham que sua presença inspira toda a família e lembram uma verdade importante:
Deus pode ampliar nossos esforços, independentemente de quão pequenos ou imperfeitos eles pareçam.
Dar voz e criar oportunidades
Chase Ward serve em sua ala ajudando com transmissões das reuniões sacramentais, permitindo que pessoas impossibilitadas de comparecer ainda participem.
Sua mãe acredita que jovens com deficiência têm muito a oferecer, mas muitas vezes não são ouvidos. Por isso, ela incentiva oportunidades para que seu filho participe ativamente, como ler escrituras ou fazer orações.
Com o tempo, à medida que a ala vê sua participação, ele passa a ser mais incluído naturalmente.

Serviço que continua pela vida toda
Para muitos, o serviço não termina com uma missão. Noah Christensen, que já serviu como missionário, continua atuando no templo e em sua ala de jovens adultos solteiros.
Ele resume sua visão de forma simples:
“Mesmo depois da missão, ainda tenho a vida inteira para continuar servindo.”
Uma lição que vai além das limitações
As histórias desses jovens mostram que o serviço não depende de perfeição ou capacidade física, mas de disposição.
Cada um, à sua maneira, prova que há espaço para todos, e que, nas mãos de Deus, qualquer esforço pode ser transformado em algo maior.
Fonte: Church News
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Post original de Maisfé.org
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